Você sabia que existem mais de 100 tipos de cerveja no mundo? Pois é! Essa paixão nacional, consumida no mundo todo há centenas de anos, já faz parte do hábito dos brasileiros e está muito ligada a momentos de comemorações, festas, saída com os amigos e mesmo de descontração em casa.

Nesse sentido, cada pessoa tem a sua preferência: enquanto uns preferem as cervejas mais escuras e amargas, outros amam as mais claras e refrescantes. E, com o crescimento das cervejarias artesanais, o interesse pelo assunto só cresce.

Gostos à parte, as cervejas são divididas de acordo com as suas famílias e estilos e cada uma tem suas características principais com relação ao aroma, sabor e teor alcoólico, fazendo com que combinem melhor com certos grupos de alimentos.

Na hora de juntar os amigos, a dica mais importante para combinar a cerveja e a comida é não deixar que um sobressaia ao outro. Por isso, quanto mais encorpada for a cerveja, mais forte devem ser os ingredientes do prato para acompanhar. Quer saber mais sobre o assunto? Confira este post!

Cervejas do tipo Lager

As cervejas do tipo Lager são as mais consumidas do mundo! Toda essa popularidade é devido ao teor alcoólico baixo, leveza e, claro, ao colarinho que elas têm.

Pilsen

Também é conhecida como Pilsner e tem origem alemã e tcheca, sendo ambas de cor clara e amargor de médio a alto devido ao lúpulo. Por ser uma cerveja leve e suave, ela é fácil de beber e combina com pratos leves, como saladas, petiscos com vegetais, sanduíches na baguete e frituras como pastéis e batata frita.

American Lager

No Brasil, ela é conhecida como Pilsen e as marcas brasileiras mais comuns são dessa família. Por isso, é a mais consumida do país.

Além de ser facilmente encontrada nos supermercados, tem como principais características a leveza, a refrescância, o baixo amargor, o aroma suave de cerais e a cor dourada e cristalina. Ela é ideal para ser tomada bem gelada, e combina muito bem com frituras — mandiocas, batatas, frutos do mar, por exemplo —, hambúrgueres e até pratos típicos como a feijoada.

Bock

Esse tipo de cerveja tem a coloração escura, entre o vermelho e o marrom, sendo as mais claras chamadas de Heller Bock e as mais escuras de Dunkler Bock. Contêm notas de caramelo e pão tostado. 

Tanto na boca, quanto no aroma, o lúpulo não se destaca, mas sim o intenso sabor do malte. Por isso, é considerada uma cerveja encorpada e nutritiva. De origem alemã, da cidade de Einbeck, o seu teor alcoólico fica entre 8% e o sabor marcante do malte combina com linguiça acebolada, carne vermelha, churrasco, bisteca suína e queijos semiduros.

Cervejas do tipo Ale

Esse tipo de cerveja, feita com alta fermentação, é mais encorpada e tem aromas e sabores mais complexos, com notas de frutas e condimentos. A variedade de gostos e aromas são maiores do que a Lager.

Inclusive, aqui vai uma curiosidade: até o século XIX, as cervejas do tipo Ale eram as únicas existentes, devido ao seu processo de fabricação. Depois, quando a baixa fermentação foi desenvolvida, originou-se a Lager.

India Pale Ale

Também é conhecida como IPA, foi criada pelos ingleses que buscavam conservar por mais tempo a cerveja que era levada nas viagens para a Índia. Ela é mais amarga, pois contém malte tostados e torrados na sua composição. Por isso, é uma cerveja escura e com aroma que remete ao café e chocolate amargo.

Esse sabor faz com que ela combine com alimentos mais gordurosos, como carnes vermelhas, hambúrguer, guacamole com nachos e molhos fortes.

Stout

A Stout é uma cerveja escura, feita com malte muito torrado, e que produz aromas e sabores semelhantes ao chocolate e ao café expresso.

É uma cerveja típica do Reino Unido e da Irlanda, e, para aguentar as viagens até a Rússia e os países bálticos, tinham um alto teor alcoólico maior, entre 8 a 12%, o que permanece até hoje. Assim, a combinação dessa cerveja com sobremesas é irresistível! Combine a sua Stout com doces à base de café e chocolate amargo, como brownies, bolos e tortas.

Cervejas artesanais

O mercado de cervejas artesanais está em expansão no país, e prova disso é o salto no número de cervejarias, que subiu de 46 para 372 em dez anos. Esse crescimento gerou novos hábitos nos consumidores, que estão priorizando a qualidade e o sabor dos ingredientes e diminuindo a quantidade.

Nesse movimento de “beba menos e beba melhor”, a qualidade da matéria-prima não é a única diferença das artesanais para as tradicionais encontradas em larga escala no mercado.

Os ingredientes utilizados também são diferentes. Nas cervejas tradicionais, em geral, 60% da receita é composto por malte e o restante é completado por outros cerais ou carboidratos, como o milho e arroz, para diminuir o custo da produção.

No caso das cervejas consideradas gourmet, a escolha da matéria-prima é feita com cuidado e com ingredientes selecionados para garantir o melhor sabor e aroma para a bebida, sendo utilizados apenas quatro ingredientes, que são o malte, a água, o lúpulo e a levedura.

O processo de fermentação e maturação é feito artesanalmente e não é acelerado com produtos químicos. Vale mencionar que a produção de cerveja tradicional é feita em larga escala e passa pelos processos de filtração e pasteurização, o que não ocorre com as artesanais. É por isso que a cerveja gourmet é mais cara que as tradicionais e todas as diferenças compensam esse valor, já que se trata de uma bebida diferenciada e de sabor único.

Viu só? Há vários tipos de cerveja, para todos os gostos e para todos os bolsos. Escolha a que mais combina com o seu paladar e seja um curioso — tem muitas cervejas por aí para você experimentar! Mas sempre com moderação, ok?

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